2009/2 começando (ou simplesmente, a Fabico retoma as aulas)

Eu precisava de um blog pra falar de tudo um pouco, mas principalmente sobre RP e internet. Provavelmente os posts vão ser uma miscelânia, mas juro postar coisas relevantes pra área sempre que possível.

Sobre o semestre da faculdade. Caraca, tô orgulhosa de mim mesma. Tô fazendo sete cadeiras e, so far, comprei xerox de todas – e até li. Tô apaixonada pela faculdade esse semestre – SO FAR, frise-se. Tô vendo tudo o que eu sempre quis – planejamento estratégico \o/, gestão mercadológica [mkt rulesssssss], adm em rp [Gosh, morri!], entre outras – e ainda tô tendo aula com a primeira professora de Relações Públicas que diz em alto e bom som, pra quem quiser ouvir – e grita pros que taparem os ouvidos: “RP é muito usado pelas empresas pra limpar a imagem de quem faz coisas erradas e depois não quer assumir. Não podemos nos vender, nos deixar usar; o RP NÃO PODE MENTIR, OMITIR, deve ser um profissional íntegro e ÉTICO” – essa é a brilhante Helenice Carvalho, AMAY. Haha, queria ver a cara de certos professores que tive depois dessa [quase apanhei por questionar a parte de que o RP não pode mentir, mas omitir ninguém fala nada, digo, lalalala, oi? é comigo? ãhn? ALOKA, viu o novo show da Madonna? *mudança de ambiente e assunto com dança*].

RP não é só eventos, pessuau. Zenti, sério, só de não ter que ouvir essa palavra já tá sendo um mega alívio. Nem todo RP faz faculdade pra organizar festinha, sabem? Alguns se ligam que internet é hype e só vai bombar daqui pra frente, quem não entrar na onda vai ficar pra trás. Portanto, coloque seu melhor tênis e corra pra alcançar a nova geração, o novo consumidor, a nova demanda. De nada adianta estudar uma Kunch da vida [bytheway, que que foi aquilo? Palestra sobre MKT Digital sem falar de MKT digital? Oi, como assim, Bial? Desculpa, amigã, se não vai falar do assunto, não coloca no tema da palestra. #prontofalei], mas esquecer completamente de olhar as tendências de mercado [gentem, ações em social media, HELLO??? Ninguém mais percebe que é pura interação marca-público? Agora eu entendo o Monet].

A melhor coisa sobre fazer faculdade de comunicação é estar sempre por dentro de tendências, estudar bastante e PERGUNTAR. Cara, pra que tu tá numa faculdade se tu não quer debate, não quer questionamento, não quer APRENDIZADO? Daqui 5, 6 anos, tudo que aprendemos vai ter sido aprimorado e a gente precisa estar aberto pra questionar desde agora. Não sei se sou eu que já tenho 23 anos e não estou estudando “porque-meu-pai-disse-pra-fazer-vestibular-e-eu-entrei-na-primeira-opção-sem-matemática-na-grade-curricular”, mas o que mais vejo na faculdade é uma preocupação excessiva com a festa de amanhã, o babado da semana passada e isso é necessário ser discutido durante a aula, quando a professora está explicando conceitos de marketing. Óbvio, somos abençoados com a sorte de termos entrado numa faculdade federal, não gastamos um tostão com o que absorvemos de lá. Porém quando sairmos da faculdade, o que vamos ser como profissionais?  É aí que vai fazer falta o conceito que a professora tentava explicar enquanto se discutia a roupa pra festa. E o pior não é atrapalhar apenas a própria caminhada profissional, mas indiretamente influenciar na de terceiros e quartos que não conseguem ouvir o que a professora diz, já que, a cada cinco minutos, é preciso parar pra pedir silêncio.  Bem, isso é um dos problemas, mas não o pior – na minha visão.

O maior problema que eu pelo menos enfrento são professores que não conhecem sobre o mercado de internet, não se interessam, não buscam saber e/ou simplesmente ignoram o assunto nas suas aulas. A impressão que passa é exatamente o que uma colega brilhantemente me disse depois da frustrada palestra com a Kunch: “Todos os professores estão com medo da internet; eles estão vendo que tudo o que eles estudaram até agora não se aplica a essa nova mídia e não sabem o que fazer”. É preciso ter compreensão com eles, é claro, mas por que aguentar ouvir que os assuntos que os questionamentos sobre esse assunto não são relevantes, pertinentes? São motivos como esse que me fazem ter esses pés atrás e dizer que estou amando o novo semestre SO FAR, nada definitivo. Tenho certeza de que o novo currículo gerou mudanças e que a tendência é melhorar cada vez mais. Eu pelo menos me sinto disposta a querer aprender e a ter paciência de fazer cadeiras talvez repetidas, desde que esse “sacrifício” traga um benefício maior, como cadeiras de comunicação para web, discussões em aula mais ricas e, principalmente, professores mais interessados em transmitir conhecimento. Até o momento, dona UFRGS, a sua “filha” Fabico está me surpreendendo positiva. Espero acabar o semestre só com elogios.

Por enquanto é só, tenho uns planejamentos para fazer (dentre eles para o blog) e uma infinidade maravilhosa de textos pra ler para depois comentar aqui como dicas de leitura.

Beijos,

Naty Saavedra

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